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Entenda as melhores formas de estruturar um plano de ação capaz de recuperar empresas prejudicadas pelas medidas de distanciamento social.


Nos últimos meses, o comércio viveu um cenário extremamente complicado. A pandemia do novo Coronavírus fez com que os impactos direcionados a este setor fossem extremamente delicados.


Quando vivíamos a sétima semana de medidas de isolamento aplicadas no Brasil, o valor do prejuízo já ultrapassava os R$ 10 bilhões. É o que diz a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)


Demissões, fechamento de estabelecimentos, grandes reduções na carga horária dos funcionários e diminuição da demanda pelo consumidor são apenas alguns dos inúmeros sintomas que provavelmente vão continuar aparecendo.


Agora, com o anúncio das medidas de flexibilização aplicadas em diversos estados, é hora de estruturar um plano de ação capaz de recuperar sua empresa no pós-quarentena. 


Neste post, você vai aprender 10 dicas capazes de transformar este período em algo muito menos traumático do que se imagina. Vamos lá?


SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR


A reabertura do comércio não significa que o Coronavírus foi embora e que, finalmente, estamos seguros. Por isso, mesmo com estabelecimentos voltando à ativa, o consumidor ainda conta com uma série de inseguranças e critérios para sair de casa. Sabendo disso, é preciso trabalhar com segurança e transparência.


Quando falamos sobre este tema, é praticamente óbvia a necessidade de oferecer os insumos necessários para a higienização de todas as pessoas. 


Por isso, além do famoso combo ?álcool gel + máscara?, invista em ações que reforcem ainda mais a sensação de proteção.



Veja algumas formas de fazer isso:



PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO


O momento entre um pagamento e outro pode aumentar as possibilidades de contágio, além de alguns métodos, como notas e moedas, não serem higiênicos.


A Organização Mundial da Saúde já havia indicado a necessidade de evitar e tomar cuidado com o pagamento em dinheiro físico e foi além: o recurso ?cashless? é cada vez mais incentivado.


Ele funciona da seguinte maneira: ao aproximar o cartão de crédito ou celular (alguns relógios inteligentes também funcionam) de uma maquininha de cartão ou dispositivo que tenha o recurso, a compra é efetuada sem a necessidade de digitar a senha ou chegar ainda mais perto de encostar no objeto. 


No Brasil, vários cartões de crédito já vêm com essa função, além das possibilidades cada vez maiores de pagamento via celular. 


Por isso, empreendedores são incentivados a falar sobre o recurso para seus clientes, como forma de educação e redução de possíveis danos.



O FUTURO DO DELIVERY


Em junho, comprovamos um dado muito importante sobre o delivery: os gastos nesse tipo de modalidade aumentaram em 94% durante o isolamento social. 


Quando pensamos sobre os serviços de entrega, não falamos apenas de comida: supermercados e farmácias também entram na conta.


Agora, com a flexibilização do comércio e abertura de novos serviços, podemos encontrar uma grande oportunidade para lojas que trabalham com outros produtos.


Isso acontece por um motivo simples, mas complicado para lojistas: muitas pessoas ainda têm medo de sair de casa.


Seja por morar com alguém que se enquadra no grupo de risco ou por ainda não se sentir seguro o suficiente, a tendência é que o hábito de comprar online via plataformas de comércio eletrônico continue. 


Por isso, é muito importante estruturar um serviço de entregas no seu estabelecimento.


Seja por meio de ?drive thru?, entregas via correio, aplicativos como iFood ou Rappi ou fazendo parceria direta com entregadores, já passou da hora de avaliar esta opção. 


Investimento no digital


Uma das grandes lições que provavelmente vamos tirar após o intenso período de ?caos? econômico e social é sobre o investimento em soluções digitais.


Muitas das empresas que foram mais impactadas com o fechamento das portas ou prejuízos em geral ainda não tinham avançado na informatização e nem investiam muito em tecnologia.


Por isso, veja este aprendizado como uma daquelas oportunidades urgentes e que não podem passar: atualmente, a presença no ambiente online é praticamente obrigatória.


É claro, existem aqueles casos específicos de comércios em cidades muito pequenas ou que têm um público-alvo mais idoso e que não entra na turma dos ?nativos digitais e agregados?, mas em grande maioria, as plataformas online podem salvar um negócio.


Encontrar uma plataforma para fazer a exposição, divulgação e catalogação dos produtos não é muito difícil. Uma página no Instagram já ajuda na hora de se apresentar para o cliente.


Além disso, é preciso investir em formas de contato ágeis, simplificadas e práticas: para isso, aposte no WhatsApp! 


Esses dois passos muito simples podem significar demais na hora de driblar a crise e se destacar em meio aos concorrentes. É fundamental entender as mudanças no hábito de compra do seu cliente. Só assim você será capaz de oferecer, de verdade, as melhores soluções para ele. 



HORÁRIOS PERSONALIZADOS


Uma forma de apostar na recuperação da empresa no pós-quarentena é investir em horários personalizados.


Muitos governantes já vêm fazendo isso em uma série de cidades ao redor do Brasil e, mesmo que você viva em um local com flexibilização total, ou seja, sem restrições de hora para abrir ou fechar, é importante considerar a alternativa.


Seja ao abrir mais cedo, fechando mais cedo também, ou ao iniciar as atividades depois da hora do almoço, entenda que uma possível redução da carga horária, em um primeiro momento, pode ser muito benéfica.


A principal vantagem neste método é evitar o horário de pico, em que os funcionários precisam se deslocar para o trabalho e se encontram em aglomerações. O benefício também vale para o cliente, que terá mais segurança ao sair de casa em momentos mais tranquilos.


RECUPERAÇÃO JUDICIAL


Quando falamos sobre empresas que de fato não têm mais condição de se manter em atividade e renegociar os passivos, a recuperação judicial é uma alternativa cada vez mais considerada. Este caminho é uma boa opção para que haja uma reorganização financeira naqueles casos mais graves, e ele consiste em basicamente três fases.


Nelas, um juiz será responsável por analisar a situação da empresa, a justificativa pelo pedido, os documentos para comprovação e todos os outros materiais necessários. 


Depois, existe um plano de recuperação que deve ser estruturado dentro das possibilidades de negociação com credores, por exemplo.


Para isso, é importante contar com um advogado de confiança. Afinal, não é qualquer empresa que deve recorrer ao pedido de recuperação judicial.


Para aquelas que se encontram em situação menos crítica, o melhor caminho é a organização financeira. 


Bônus: recuperando a empresa no pós-quarentena com organização financeira


Além de todas as novas práticas que podem ser adicionadas na rotina, você deverá se apegar à famosa organização financeira.


Para manter a saúde da sua empresa controlada, evitando o caos que chega junto com a aquisição de dívidas, é importante ser muito claro e transparente em relação aos gastos e pendências financeiras. Por isso, você deve separar todas as contas, entender quais gastos podem ser cortados, fazer os pagamentos em dia (sempre que possível) e gerenciar o fluxo de caixa da melhor forma possível.


Nessas horas, é importante contar com uma plataforma que possa dar todo o suporte necessário e oferecer as melhores soluções de organização e educação financeira. 

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Em momentos de crise, mais do que nunca, entenda a necessidade de trabalhar com o dinheiro de forma saudável para que você sofra os impactos de forma muito menor.